
Desde que deixei de ser uma escritora de gaveta — aqui explico, termo para quem escreve e apenas guarda seus textos, sem mostrá-los ao mundo —, uma das perguntas que mais recebo nas entrevistas e até no contato com os leitores é: o que te inspira, de onde vêm as suas ideias?
Bom, essa resposta é simples. O que me inspira é a vida real, as situações do dia a dia vividas por mim ou pessoas que conheço. Tanto que existe uma brincadeira pessoal: se você é meu amigo, sinto muito, em algum momento fará parte de alguma das minhas muitas histórias.
Acredito que não é à toa que minha escrita é bastante psicológica e reflexiva, afinal, estou o tempo todo observando o que acontece a minha volta e pensando sobre isso. Minha forma de processar as informações é inventando mundos nos quais as personagens passam por aquilo.
Vale comentar que ser inspirada pela vida real tem seu lado bom e ruim. E ambos são descritos na mesma palavra: identificação. Há quem se identifique positivamente com minhas personagens e suas vivências, venha comentar como “caiu uma ficha” ou como se sentiu acolhido e representado. Por outro lado, a identificação negativa acontece quando a pessoa discorda da forma como um tema foi abordado, aquilo vai contra o que ela acredita ou desperta feridas que ainda não foram olhadas com carinho.
Admito que não é fácil, afinal, se tem algo que venho aprendendo é que gosto pessoal é algo muito variado. E mais, que não se pode agradar todo mundo. Ainda assim, sou apaixonada por esse lance de ser “terapeuta das minhas personagens” e, com a autorização delas, é claro, contar suas histórias para o mundo.
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