A vida real me inspira

Desde que deixei de ser uma escritora de gaveta — aqui explico, termo para quem escreve e apenas guarda seus textos, sem mostrá-los ao mundo —, uma das perguntas que mais recebo nas entrevistas e até no contato com os leitores é: o que te inspira, de onde vêm as suas ideias?

Bom, essa resposta é simples. O que me inspira é a vida real, as situações do dia a dia vividas por mim ou pessoas que conheço. Tanto que existe uma brincadeira pessoal: se você é meu amigo, sinto muito, em algum momento fará parte de alguma das minhas muitas histórias.

Acredito que não é à toa que minha escrita é bastante psicológica e reflexiva, afinal, estou o tempo todo observando o que acontece a minha volta e pensando sobre isso. Minha forma de processar as informações é inventando mundos nos quais as personagens passam por aquilo.

Vale comentar que ser inspirada pela vida real tem seu lado bom e ruim. E ambos são descritos na mesma palavra: identificação. Há quem se identifique positivamente com minhas personagens e suas vivências, venha comentar como “caiu uma ficha” ou como se sentiu acolhido e representado. Por outro lado, a identificação negativa acontece quando a pessoa discorda da forma como um tema foi abordado, aquilo vai contra o que ela acredita ou desperta feridas que ainda não foram olhadas com carinho.

Admito que não é fácil, afinal, se tem algo que venho aprendendo é que gosto pessoal é algo muito variado. E mais, que não se pode agradar todo mundo. Ainda assim, sou apaixonada por esse lance de ser “terapeuta das minhas personagens” e, com a autorização delas, é claro, contar suas histórias para o mundo.

2 respostas para “A vida real me inspira”.

  1. Produzir literatura da vida real é mais complicado do que viajar na maionese. Esse é um dos motivos de eu preferir a literatura fantástica.

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    1. Avatar de Stephanie Caroline
      Stephanie Caroline

      Eu acho que ambos têm suas dificuldades. Um mundo fantástico precisa ser bem explicado para que o leitor consiga entender o que o autor quis dizer, então o trabalho vem no detalhar o “viajar na maionese”… Então, tanto a literatura com bases na vida real quanto os mundos fantásticos têm seus desafios!

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