Ontem fiz um post no meu Instagram falando sobre jogar as coisas para o universo e deixar que elas fluam naturalmente. Admito que meus últimos anos na vida de escritora me surpreenderam muito e digo que a virada de chave começou lá em 2018, quando Ana Lastra e Brunno Schmidt (Duologia Diário da garota em crise e Para Sempre) finalmente ganharam vida.
A partir daquele ano eu passei a ter uma rede social de escritora (@stephaniecarolineescreve) e precisei me divulgar, falar do meu trabalho sem medo e sabendo que poderia, sim, receber retornos negativos e gente querendo me colocar para baixo.
Tudo começou em 20 de março de 2018 e de lá para cá me senti em uma montanha-russa de aventuras e emoções. Em 2020, março nos trazia a pandemia e eu recebia cem cópias de Deixe-me roubar seu coração, a primeira vez que me arriscava com uma remessa maior. Mas… o que fazer com aquilo? Como vender sem ter eventos presenciais no caminho? Aprendi a me posicionar na internet, a perder ainda mais o medo de falar do meu trabalho e perdi o preconceito com o e-book, por mais que, hoje, não seja o meu foco principal.
Quando 2022 chegou e eu decidi não participar mais do Prêmio Ecos da Literatura (na época já havia participado das duas primeiras edições e não tinha ficado entre os finalistas), por não me considerar capaz de conquistar votos, a vida foi lá e me surpreendeu. Minha colega, Thaís Carolina (autora de No dia em que eu morri, Imprecisos Estilhaços e Quando nada me vê) foi finalista em uma das categorias mais concorridas, Melhor Romance de 2021.
Ela me convidou para ir à cerimônia como acompanhante e eu fiz minhas malas rumo a São Paulo. Acompanhei tudo de perto, me diverti e vi minha amiga falar emocionada de sua conquista. Naquele momento me fiz uma promessa: no ano que vem eu também vou estar aqui.
Lembro que no mesmo dia conversei com a amiga (e também escritora) Ana Costa, que estava me hospedando em sua casa e comentamos sobre a síndrome da impostora. Se eu tivesse acreditado mais em mim, poderia ter estado lá na premiação dos melhores de 2021 também. Como não dá para voltar no tempo, eu apenas segui na minha promessa: no final do ano me inscreveria com Destinos Entrelaçados.
E assim lá fui eu, me inscrevi não apenas no Prêmio Ecos da Literatura como também no Book Brasil e no Reflexo Literário. Mantrei tanto que eu ia conseguir que, no caso do Ecos e do Reflexo, que são votação popular, fui atrás de votos até na fila do supermercado se fosse necessário. Acredite, esses prêmios nos ensinam muito sobre como se divulgar mais e perder o medo de falar do próprio livro.
Em março do ano passado (2023), lá estavam os resultados. Fui finalista do Ecos (fiquei em 3° lugar) e surpreendida no Book Brasil com o 1° lugar. Neste último prêmio o seu livro é lido e avaliado por uma comissão, então, conquistar o primeiro lugar me ajudou muito a acreditar mais em mim e no meu trabalho. No Reflexo Literário não me classifiquei, porém, foi por pouco, fiquei em 4° e 5° lugar nas categorias que me inscrevi.
No dia 25 de março de 2023, enquanto pegava meu troféu do Ecos e fazia meu breve discurso, me fiz uma nova promessa: ano que vem eu volto para buscar meu prêmio com a distopia.
E assim foi, me inscrevi com Paradoxo do Tempo e admito que esse ano deu um frio na barriga. Por ser uma edição comemorativa de 5 anos do prêmio, muito mais pessoas se inscreveram. Cheguei a pensar que não me classificaria e estava contando muito mais entrar com o conto O último ano do ensino médio em Melhor Conto Digital que com a distopia.
No dia 17 de março, quando começaram a anunciar os finalistas e vi que o conto não tinha entrado, já desanimei e pensei: acho que esse ano não foi. Ainda assim, permaneci acompanhando a live, já sem o ânimo de antes. Quando chegou o anúncio da categoria Melhor Distopia/Fantasia, por ser em ordem alfabética, meu livro foi o primeiro anunciado. Lembro que gritei: EU ENTREI! EU ENTREI COM A DISTOPIA! E naquele momento lembrei: mas foi o que joguei para o universo no ano passado, que voltava para buscar meu prêmio com a distopia.
Bom, só descobrirei minha colocação em maio, quando acontece a premiação, ainda assim, sou grata por conseguir isso, me divulgando com um livro que, por enquanto, só existe na edição física.
Para você ter uma ideia, em uma das divulgações que fiz para pedir votos, uma pessoa fez um comentário maldoso dizendo que “um bando de livro que ninguém conhece concorrendo a prêmio”.
Eu só bloqueei porque não perco meu tempo com gente chata, mas a vontade foi de dizer: “pois é, eu sou tão desconhecida que em menos de um ano tive mais de 150 cópias lidas, tendo apenas a EDIÇÃO FÍSICA à venda. Eu sou tão desconhecida que estou sendo lida pelos alunos do 9 ano da Escola Kyrillos em um projeto social e vamos conversar sobre o livro na mesma semana que recebo o Prêmio Ecos”.
E o que tudo isso me ensinou? Bom, primeiro que nós somos cocriadores da nossa realidade e temos que tomar muito cuidado com nossos pensamentos, eles realmente nos norteiam. Segundo, que tudo e todos que não fazem mais sentido na sua vida precisam sair dela – e às vezes é você que precisa tomar a decisão de tirar isso dali. Terceiro… sempre vai ter gente querendo te colocar para baixo, julgando que você não merece suas conquistas. Uma dica: não vale a pena gastar tempo e muito menos energia com essas pessoas. Só segue e mantém por perto quem realmente te agrega e te apoia!
No mais… Me levo a sério demais, nunca vou ser tanto faz. Seja na literatura, seja na vida pessoal. Guarde essa frase da Ariah para sua vida também!
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