
Quem sou eu
Me formei em Administração, porém, nunca atuei na área. Logo após deixar a faculdade ingressei em outra graduação: Comunicação Institucional. Ainda no primeiro semestre consegui um estágio na área de Jornalismo, em Clipping, e acabei abandonando a faculdade quando fui efetivada, já que o curso só existia no turno da manhã. Um ano depois fiz o Técnico em Publicidade e comecei a trabalhar com Redação Publicitária. Também tenho pós-graduação em Jornalismo 4.0, sou apaixonada por pets, viagens e, é claro, livros, afinal, sou escritora de romances e distopias com uma pegada reflexiva psicológica voltadas ao público jovem adulto.
Empresas onde já trabalhei
Comecei minha carreira na área de Clipping, na IEME Comunicação, onde fiz estágio e posteriormente fui Assistente de Clipping. Depois me arrisquei em um estágio em redação na FastCom, quando estava cursando o Técnico em Publicidade. Em 2015 atuei com minha professora na Textual Conteúdo e a partir daí passei a trabalhar exclusivamente como freela de produção de conteúdo para blog com as seguintes empresas:
- Redaweb;
- Chaves na Mão;
- Blogolândia;
- Markeninja;
- Camila Porto;
- Panda Comunicação;
- Contteúdo (sites Dicas de Mulher e Receiteria);
- Vintage Fashion;
- Gear SEO.
Também tive a oportunidade de trabalhar com copy para redes sociais com as empresas HouseCricket, Patiá Comunicação e AirPromo.
Alguns textos produzidos
Desde que ingressei no mercado, em 2015, trabalhei quase sempre no formato Ghost Writter, ou seja, não é permitido que eu divulgue os textos produzidos. Porém, com o Dicas de Mulher e com o Vintage Fashion tive a oportunidade de publicar os conteúdos em meu nome.
No link abaixo você encontra tudo o que produzi para o Dicas de Mulher: https://www.dicasdemulher.com/autora/stephanie/ e para o Vintage Fashion: https://vintagefashion.com.br/author/stephanie/
Abaixo selecionei 5 de meus textos publicados no site Dicas de Mulher:
Gravidez na adolescência: um problema social que impacta jovens mães
O índice de gravidez na adolescência ainda é alto no Brasil. O país ocupa o 2º lugar no ranking da América Latina, com mães entre 14 e 19 anos. Por isso, a educação sexual e a conscientização social são tão importantes. A ginecologista e obstetra Mariana Rosario, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, conversou com o Dicas de Mulher sobre o assunto e explicou os impactos da gestação precoce.
O que é a gravidez na adolescência?
A Doutora Mariana explica que a gestação é considerada precoce quando, “em poucas palavras, envolve uma adolescente que engravida”. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a gravidez na adolescência ocorre entre os 10 e os 19 anos. Além de apresentar riscos físicos para a mãe e para o bebê, pode desencadear problemas emocionais e sociais.
Dados sobre a gravidez na adolescência no Brasil
Desde 2019, os índices de gravidez na adolescência estão diminuindo. De acordo com o Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC), em 2018, foram registrados 456,1 mil casos. Em 2020, o número caiu para 380,7 mil. Apesar disso, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o Brasil ainda é o 2º país com maior número de mães adolescentes. A pesquisa também mostra que a maioria das meninas está nos bairros mais pobres e em situação de vulnerabilidade social, mesmo quando a análise foca exclusivamente em uma cidade.
Um estudo do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde mapeia as regiões com mais mães adolescentes. A maioria dos casos está nas regiões Norte e Nordeste. No índice de nascidos vivos, entre as mães indígenas, 28% são adolescentes; entre as pardas, 17%; entre as pretas, o índice é de 13%. Apenas 9% das mulheres brancas tiveram filhos na adolescência.
Causas da gravidez na adolescência
Para a doutora Mariana, existem dois fatores principais que contribuem à gravidez na adolescência: a falta de acesso às informações e aos métodos contraceptivos. Por isso, a educação sexual é uma questão de saúde pública e ensino básico. A ginecologista também comentou que os adolescentes estão entre as pessoas que menos usam preservativos. Muitas jovens não se sentem confortáveis para ter essa conversa com suas parcerias. Mais uma vez, isso reforça a importância da conscientização.
Impactos da gravidez na adolescência
A gravidez desencadeia impactos significativos na saúde mental e física de uma adolescente, além de causar sérios problemas sociais. Segundo o Ministério da Educação, 18% dos casos de evasão escolar resultam de uma gravidez indesejada na adolescência. Confira os detalhes abaixo!
Impactos na saúde
Segundo a doutora Mariana, a gravidez na adolescência impacta tanto a saúde da mãe quanto a do bebê. As principais consequências são:
- Risco para a mãe e para o bebê: “o corpo da adolescente pode não estar completamente desenvolvido para receber uma gestação. Além disso, há maior risco de complicações, como pré-eclâmpsia, anemia e baixo peso ao nascer”.
- Prematuridade: “um risco para o bebê, que pode nascer antes do tempo exatamente pelo sistema reprodutor da mãe não estar completamente desenvolvido”.
- Desenvolvimento de doenças crônicas: entre elas, diabetes gestacional e obesidade.
- Deficiência nutricional: “a adolescente ainda está em desenvolvimento e compartilha nutrientes com o feto. Em alguns casos, escondem a gravidez, não se alimentando corretamente e não há uma preocupação com a suplementação”.
A gravidez na adolescência também pode causas complicações durante o parto. Muitas vezes, a cesariana é a única opção para essas mães. O aborto espontâneo é outro fator de risco.
Impactos psicológicos
O estresse e a ansiedade são dois fatores observados nas mães adolescentes. A maioria das jovens não tem maturidade para lidar com a responsabilidade de cuidar de um bebê. Problemas de autoestima, tensões nas relações familiares e com amigos também são observados nesses casos.
Impactos sociais
O número de evasão escolar está muito relacionado à gravidez na adolescência. Conforme o IBGE, no índice de adolescentes que não estudam e não trabalham, a maioria tem filhos. Entre os problemas sociais, também estão a pobreza, maior probabilidade de uma segunda gravidez, maternidade solo e acesso limitado aos cuidados de saúde.
É importante destacar que, embora a gravidez na adolescência traga muitos desafios sociais, com o apoio adequado, as jovens mães estarão mais preparadas para enfrentar os desafios. Com uma rede de apoio, é possível ter uma vida equilibrada, estudar e planejar o futuro profissional.
Como prevenir a gravidez na adolescência?
A informação é a melhor forma para evitar a gravidez na adolescência. O sexo precisa deixar de ser tratado como tabu e assunto indiscutível. Além disso, a educação sexual ajuda a denunciar abusos, ensina sobre diferenças e previne ISTs. A doutora Mariana cita alguns fatores de prevenção:
- Ensinar e informar: “é essencial fornecer informações para as adolescentes. Elas devem ter acesso à educação sexual para entender sobre o uso dos métodos contraceptivos e do preservativo, bem como sobre o funcionamento de seu próprio corpo”.
- Acesso aos métodos contraceptivos: é importante as adolescentes saberem que existem “contraceptivos acessíveis, com orientações sobre onde encontrar no posto de saúde e sobre como comprar diretamente na farmácia, no caso da camisinha”.
- Incentivo ao uso do preservativo: “as adolescentes precisam ser incentivadas a usar a camisinha, entendendo sua importância não apenas na prevenção da gravidez como também das ISTs”.
Em um cenário ideal, a educação sexual deveria fazer parte tanto do conteúdo abordado na escola quanto de conversas entre pais e filhos. O assunto também deve chegar às comunidades carentes, postos de saúde e outros espaços sociais.
O que fazer caso esteja grávida na adolescência?
Segundo a ginecologista, “o primeiro passo é procurar um médico”. Você pode ir ao posto de saúde mais próximo para ter acesso a todo o acompanhamento e cuidado que uma gestação na adolescência exige. Também é importante contar para a família e para o pai do bebê. A psicoterapia é importante para a jovem entender e lidar com as mudanças corporais, emocionais e sociais.
Vídeos sobre a gravidez na adolescência
Além da conversa com a doutora Mariana, acompanhe uma seleção de vídeos sobre a gravidez na adolescência. Especialistas falam sobre os riscos, consequências, prevenção e fatores sociais.
Como reduzir a gravidez na adolescência
No vídeo do Hospital de Base, a doutora Rudiane conceitua o que é adolescência e pré-adolescência. Em seguida, ela aborda os números de gravidez na adolescência no Brasil. Então, apresenta possíveis soluções para reduzir os números. A médica encerra a conversa explicando os impactos causados por essa gestação.
Quais os riscos de uma gravidez na adolescência?
Uma ginecologista explica detalhadamente os riscos da gravidez na adolescência. Em seguida, há uma entrevista com uma jovem de dezenove anos que se descobriu grávida na adolescência.
Por que o Brasil continua acima da média nos índices de gravidez na adolescência?
Uma psicóloga traz reflexões sobre as causas da gravidez na adolescência, mesmo em um mundo moderno e repleto de tecnologia, com fácil acesso à informação. Ela explica a importância de falar sobre maternidade e sobre sexualidade tanto em casa quanto na escola.
A gravidez na adolescência é um desafio que precisa ser enfrentado. Para isso, a educação e a conversa aberta sobre sexo, sexualidade e planejamento familiar são os principais caminhos.
Texto publicado originalmente em: https://www.dicasdemulher.com.br/gravidez-na-adolescencia/
Ghosting: o amor não gosta mais de mim?
O mundo moderno trouxe muitas novidades nas formas de comunicação, como a capacidade de conversar por meio de uma tela. No entanto, além de uma grande facilitadora, a tecnologia pode desencadear ansiedade e sentimentos confusos. Por exemplo, você está em um relacionamento com alguém que, de repente, some das redes sociais e nunca mais dá sinal de vida. Essa pessoa está fazendo um ghosting. Entenda o assunto com as explicações da psicóloga Anita Teixeira.
O que é ghosting?
O ghosting é um derivado da palavra, em inglês, “ghost” – fantasma. Segundo Anita, o termo define “o desaparecimento súbito de uma pessoa com quem você tinha um relacionamento. Ela ignora completamente suas tentativas de contato, principalmente nas redes sociais, sem um aviso ou explicação”. Não há um término efetivo.
Na revista Fortune (2014), um artigo afirma que, pelo menos, 78% da geração dos millennials já foi vítima de ghosting. Em 2018, em entrevista para a BankMyCell, a mesma geração relata que preferiu usar dessa fuga para terminar um relacionamento, evitando, assim, o conflito direto com o parceiro.
Como identificar o ghosting?
Será que você já levou um ghosting? Como se trata de uma fuga, é possível perceber, por meio de sinais, que a pessoa está, a todo custo, evitando contato. São eles:
- Menos contato: a pessoa se torna apática ou não demonstra interesse em manter um diálogo.
- Não responde as suas mensagens: a pessoa ignora suas mensagens. “Você não consegue se encontrar pessoalmente com ela, pois sempre existe um empecilho”.
- Corte repentino de contato: o contato é cortado sem uma explicação, brigas ou descontentamento da outra parte.
- Bloqueio nas redes sociais: “a pessoa te bloqueia após você insistir em tentar contato”.
- Corte nas tentativas de aproximação: “sempre que ocorre uma tentativa de aproximação, a pessoa se queixa da falta de tempo ou disponibilidade”.
- Respostas monossilábicas e impessoais: fica óbvio o desinteresse. Além de demorar para responder, quando isso ocorre, chega apenas um “sim”, “não”, “aham” ou emojis pouco significativos, como o joinha.
O ghosting pode mexer muito com a autoestima de uma pessoa, despertando inseguranças e ansiedade. Entenda que esse comportamento diz muito mais sobre o outro do que sobre você. Se perceber que a pessoa insiste em bloquear suas tentativas de contato, o melhor é não insistir e se afastar.
Por que as pessoas fazem ghosting?
O ghosting é visto como um “mal” do século XXI. Antes mesmo do boom tecnológico, já existiam os comportamentos de “dar sumiço” e “desaparecer” sem uma explicação. Segundo Anita, “atualmente, o fenômeno se popularizou devido às redes sociais que facilitam a comunicação imediata”. No entanto, o que leva uma pessoa a fazer ghosting? A psicóloga lista as principais hipóteses:
- Dificuldade de falar o que sente: a pessoa não tem mais interesse na relação, porém não consegue se abrir, então, prefere fugir.
- Medo de magoar e desapontar: “terminar um relacionamento implica lidar com a reação do outro”. Quem tem medo de magoar e desapontar prefere sumir sem explicações.
- Evitar conflitos: “a pessoa não quer se responsabilizar pela decisão ou tem medo de conflitos, preferindo evitá-los”.
- Comportamento narcisista: a pessoa não tem empatia pelo outro e pensa apenas em si própria. Ela não está interessada em ouvir a outra parte.
O ghosting é um sintoma dos relacionamentos atrás da tela. Falta cuidado, sensibilidade e consideração. Você não deve fazer para o outro o que não deseja para você. O sumiço desperta preocupação, culpa e angústia emocional. Entretanto, tudo tem dois lados. Acompanhe o próximo tópico.
É errado fazer ghosting com outra pessoa?
Anita explica que não se deve fazer um julgamento moral de certo ou errado. É preciso dialogar sobre as consequências do ghosting para ambas as partes. “Quem faz, por apresentar insegurança e receio do conflito, pode se sentir culpado, desencadeando o próprio sofrimento. Já a pessoa que sofre pode se sentir devastada, deprimida e ansiosa”. Nos dois casos, vale fazer psicoterapia e buscar o autoconhecimento.
Como terminar com alguém sem causar sofrimento?
É difícil terminar um relacionamento sem causar sofrimento, principalmente se a outra parte ainda acredita na relação. Para Anita: “você tem controle sobre seus sentimentos e ações, entende como você lidaria com isso, mas não sabe como o outro irá reagir, pois essa questão depende das vivências dele”. O melhor que você pode fazer é ter responsabilidade afetiva e propor um diálogo, explicando o porquê não vê mais futuro na relação e acredita que o término seja a melhor opção.
Como lidar com o sofrimento de levar ghosting?
O término de namoro nunca é fácil, tanto que é comum vivenciar as cinco fases do luto. Nos casos de ghosting, pelo afastamento repentino, o sentimento pode vir ainda mais forte, acompanhado de ansiedade e questionamentos. Nesse momento, é natural sentir dor. Confira as dicas de Anita para lidar com o sofrimento:
- Aceite e viva suas emoções: “expectativas foram criadas ao longo da relação e, agora, você se sente frustrada. Permita-se chorar e viver suas emoções”.
- Não se culpe: você não tem culpa do que aconteceu. Não tente achar motivos para justificar o sumiço da pessoa.
- Compartilhe o que sente: “desabafe com pessoas de confiança, como seus amigos e familiares. Busque apoio nessa rede e não tenha medo de se sentir vulnerável”.
- Divirta-se: saia com os amigos, pratique um esporte, leia e veja filmes. Encontre uma atividade que ama para se distrair um pouco da situação e se sentir bem em sua própria companhia.
- Ressignifique as lembranças: não fuja dos lugares que ia com a pessoa, mas ressignifique as lembranças. Convide um amigo ou familiar e repita os passeios de um jeito diferente.
- Procure a ajuda: “se necessário, procure ajuda de um psicólogo para poder elaborar essa vivência do luto e lidar com a situação da melhor forma possível”.
Se você está passando por uma situação de ghosting, foque no autocuidado. Olhe com carinho para as feridas abertas, sempre lembrando que você não tem controle sobre o comportamento da outra pessoa. A comunicação aberta é a base para relacionamentos saudáveis e construtivos.
Texto publicado originalmente em: https://www.dicasdemulher.com.br/ghosting/
9 dicas simples que vão te ajudar a aumentar sua produtividade
Na correria do dia a dia, muitas mulheres buscam por métodos para otimizar o tempo, isto é, efetuar mais tarefas em um período menor. No entanto, é preciso ter cuidado para não sobrecarregar sua rotina diária. Produtividade significa saber se organizar, mas mantendo seu bem-estar. Para se planejar de modo saudável, confira as dicas a seguir, da mentora do trabalho Ana Costa.
O que é produtividade?
Segundo Ana, a produtividade é uma forma eficiente de realização de tarefas, que visa otimizar o tempo e atingir metas. “É aumentar a quantidade e a qualidade do trabalho em determinado período. A relação entre esses dois fatores é essencial para gerar eficiência no fluxo de atividades. Para isso, é necessário adotar estratégias que garantam os resultados positivos sem prejudicar a saúde mental”.
Os pilares da produtividade
A mentora ressalta que existem vários pilares de produtividade que contribuem para melhorar o desempenho no trabalho. Além disso, ela lembra que “é importante encontrar estratégias que funcionem melhor para cada pessoa ou organização, sempre respeitando suas limitações”. A especialista cita quatro pilares essenciais:
- Planejamento: “envolve definir metas claras e reais, identificar tarefas prioritárias, estabelecer prazos realistas e criar um plano de ação detalhado”;
- Gestão do tempo: “identifique as tarefas urgentes, com a ajuda do pilar anterior, e use técnicas de gestão de tempo, como delegar tarefas e o próprio planejamento”;
- Foco: para se manter focada, trabalhe com técnicas de concentração e elimine as distrações. A Técnica Pomodoro é uma das mais conhecidas;
- Aprimoramento profissional: “aprender continuamente, utilizar novas ferramentas e explorar outras práticas melhoram o desempenho e promovem ganhos na produtividade”.
Se você não sabe por onde começar, vale trabalhar o foco. Muitas vezes, os principais inimigos da produtividade são a procrastinação e a falta de organização. Uma agenda ou planner é indispensável para esquematizar projetos pessoais ou efetuar um planejamento financeiro, por exemplo. Caso precise de uma orientação mais direta, você pode recorrer ao coaching. No próximo tópico, confira sugestões para aumentar sua produtividade.
9 dicas para ser mais produtiva
Você deseja ser mais produtiva no trabalho, estudos e em outras atividades rotineiras? Primeiro, lembre-se que o descanso faz parte do aumento da produtividade e que você tem seu próprio ritmo. Depois, adote estas dicas dadas por Ana Costa:
- Defina metas e prazos: “tenha metas e prazos claros e realistas. Uma forma de garantir o cumprimento é usar o método SMART, que define as metas baseando-se em 5 fatores: S (específica), M (mensurável), A (atingível), R (relevante) e T (temporal)”;
- Planeje seu dia: pode ser uma agenda virtual ou física, com um checklist de tudo o que cogita realizar naquele dia. Lembre-se de priorizar o que é urgente.
- Adote novas tecnologias: “a tecnologia ajuda a otimizar o tempo e aumentar a produtividade. Veja quais ferramentas cabem na sua rotina e teste seu funcionamento. Pode ser até um aplicativo de celular”.
- Utilize ferramentas de gestão: ferramentas de gestão ajudam a acompanhar as métricas, no caso do ambiente de trabalho. Aqui entram aplicativos simples, como o Trello, por exemplo.
- Programe pequenas pausas: “é importante adotar um intervalo para retomar a energia, antes de focar novamente na atividade a ser realizada”.
- Pratique o autocuidado: corpo e mente precisam estar em sintonia. Promova o autocuidado por meio de exercícios físicos, momentos de lazer e boa alimentação.
- Evite as distrações: “interrupções, mesmo que pequenas, cortam a concentração. Ela demora a ser retomada, razão que se recomenda silenciar as notificações do celular e separar momentos únicos para checá-las”.
- Preste atenção ao ambiente: um ambiente de trabalho ou estudos saudável garante o bem-estar, a eficácia e eficiência. Consequentemente, a produtividade aumenta.
- Troque ideias e incentive a criatividade: “busque ideias criativas, promova a colaboração, participação e troca de conhecimento. Experimente novas abordagens e ferramentas, como a Metodologia Ágil (Scrum). Nela, é possível dividir o trabalho em pequenos blocos, aumentando a produtividade”.
Evite se cobrar a todo momento ou se comparar com outras pessoas, mantendo também o equilíbrio entre trabalho e descanso. Agora que você já anotou essas dicas, veja como o aumento da produtividade pode te ajudar em novas conquistas, como a independência financeira.
Texto originalmente publicado em: https://www.dicasdemulher.com.br/produtividade/
Adeus sutiã: o sonho de colocar silicone para dar mais sustentação aos seios
O sonho dos seios siliconados pode surgir em qualquer fase da vida. Para quem ainda não teve filhos é visto como uma chance de aumentar o tamanho da mama, enquanto quem já passou dos 40 anos e já viveu a experiência da maternidade enxerga no silicone a oportunidade de levantar as mamas e deixá-las mais durinhas.
Hoje, com o fácil acesso à internet, uma pesquisa rápida já permite ter um bom conhecimento sobre o procedimento cirúrgico, de como são os implantes, que passam bem longe de como eram há mais de quarenta anos, por exemplo.
E quem não tem uma amiga que já realizou o sonho e colocou as próteses? A troca de ideias acontece facilmente, muitas vezes com brincadeiras como “vai ficar com peitão” ou “já tá se vendo livre do sutiã, não é mesmo?”. Então, o que leva as mulheres a adiarem esse desejo? Medo da cirurgia? Questões financeiras? O receio de não gostar do resultado? Alguma outra preocupação com o próprio corpo?
O Dicas de Mulher conversou com Valéria Rodrigues, 42 anos, escritora e moradora do Rio de Janeiro. Em um bate-papo descontraído, ela contou que tem interesse em colocar implantes, mas ainda não realizou a cirurgia.
Escritora, esposa e mãe de três filhos
A escritora conheceu o marido ainda na adolescência, aos 14 anos, e eles se casaram jovens, aos vinte e poucos. Na época, ela trabalhava em outra profissão, sem carteira assinada, e a descoberta da primeira gravidez mudou seus planos: “quando eu contei para minha patroa que estava grávida, ela me dispensou. Na época, não quis colocar na justiça porque não gostava da ideia de ter que ir com aquele barrigão para as audiências. Como meu marido conseguia suprir as contas da casa, preferimos que eu parasse de trabalhar e me dedicasse ao nosso filho”.
Com isso, ela se dedicou integralmente à maternidade, com mais duas filhas aumentando a família algum tempo depois. Foi há dez anos que ela percebeu querer se dedicar à escrita, principalmente quando viu que não se identificava com outras profissões: “nada parecia chamar minha atenção”.
“Me descobri escritora aos trinta e um anos, após ler Cinquenta Tons de Cinza. Eu quis saber sobre a história do livro, sobre a autora, e aí veio um estalo: vou sentar e tentar escrever um livro porque sempre criei muitas histórias na cabeça. E foi assim que surgiu meu primeiro livro”.
O interesse pelo silicone
Quando questionada sobre a questão do silicone, Valéria diz: “sempre tive a mama grande e, depois de três gestações e amamentações, os seios ficaram caídos. Durante um tempo o sutiã foi um grande aliado, mas atualmente nem ele tem me deixado satisfeita”.
Ela explica que a ideia da plástica não passava pela sua cabeça antes das gestações. Essa questão só começou a incomodar mais recentemente, depois de passar pelo efeito sanfona de emagrecer e voltar a ganhar peso, a ponto de considerar tanto a colocação das próteses quanto a abdominoplastia. “Após a gestação eu engordei muito. Eu fiquei com quase noventa quilos e já estava me sentindo muito mal com meu próprio corpo”.
Val, como é mais conhecida no mundo literário, conta isso de forma leve, mas relata que estar muito acima do peso que costumava ter foi o que despertou a vontade de fazer uma atividade física. Foi um vídeo sobre muay thai que lhe deu mais motivação e a fez se impor uma meta. “Eu acho esses exercícios repetitivos chatos, queria alguma coisa que eu gostasse, queria ter prazer em ir para academia. Foi quando eu descobri o muay thai e comecei a praticar. Pensei, vou entrar por cinco ou seis meses, se não ficar satisfeita com o resultado, eu saio”, conta.
O resultado veio e ela perdeu cerca de vinte quilos e aí, ela começou a notar mudanças na aparência dos seios, a temida flacidez, resultado dessa mudança brusca na balança. “Foi nesse momento que meus seios, que eram grandes, diminuíram e ficaram mais caídos e flácidos, o que me fez querer colocar silicone, pois eu tinha atingido o peso ideal, mas o corpo ficou longe de estar como eu desejava”, explica.
O medo do bisturi passa longe
Quando questionada sobre o motivo de ainda não ter colocado as próteses, Val explica que são questões financeiras, além de saber que precisa estar no peso ideal para fazer a cirurgia. Tanto que, se recebesse a proposta de realizar o procedimento amanhã, ela toparia, mas sabe que o cirurgião provavelmente solicitaria esse emagrecimento antes de ela poder se entregar para o bisturi.
Medos nem passam por sua mente. A escritora tem duas amigas que já colocaram os implantes e com quem conversou bastante, acompanhando de perto o pós-cirúrgico. “Tenho amigas bem próximas que colocaram silicone e eu sei mais ou menos como é o pós-cirúrgico. A cirurgia não me preocupa, porque eu fiz três cesáreas, então medo de bisturi, agulha, não tenho. Imagine, sou toda tatuada!”, exclama e ri.
O silicone levantaria sua autoestima
No momento, expor o próprio corpo ainda é um problema para ela, que conta fugir de praia e evitar ao máximo roupas que não sustentem muito bem seus seios. “Evito praia, não me animo a ir, não me sinto confortável. Decote depende muito do modelo da blusa, se for do tipo que levanta os seios, uso, se não, descarto, pois se não há sustentação ou impossibilita o uso de sutiã, é uma peça descartável”, comenta.
Após a realização da cirurgia, acredita que isso vá mudar em vários aspectos, assim como a visão que tem de si e do próprio corpo. “Eu provavelmente ficaria mais confortável em usar determinadas roupas, mais satisfeita ao me olhar no espelho. Eu acho que a minha maior expectativa, na verdade, é essa: poder usar uma blusa mais soltinha, por exemplo, um vestido, sem ficar escrava de um top, de um sutiã”, comenta.
“Não me importo com opinião alheia”
Valéria traz um exemplo interessante que pode ajudar outras mulheres que sonham com o silicone, mas temem as opiniões contrárias: “não deixe que a opinião de segundos, terceiros e quartos minem o seu desejo”.
Ela aproveita para fazer uma comparação e confessa ser apaixonada por cabelos coloridos. Sempre que pode, experimenta novas cores, voltando para o preto quando enjoa. Ainda assim, percebe certo preconceito quando insiste no colorido, vindo, às vezes, do próprio cabeleireiro.
“Eu uso cabelo colorido desde os meus vinte e poucos anos. Já fui ao cabeleireiro e ele diz que fica uma coisa meio infantil, ao que retruco: ‘pois é, ainda bem que o cabelo é meu e cada um faz o que quer’. Algumas pessoas olham ‘nossa, 42 anos e usa cabelo colorido… mas é o que eu gosto, é como eu me sinto bem e não me importo com a opinião alheia”, conta.
Val acredita que as mulheres devem seguir a mesma ideia quando decidem colocar silicone, sempre deixar claro que o corpo e a decisão são delas. Então, se elas se sentem bem, isso é o que verdadeiramente importa, ou seja, o mais importante é focar no quanto esse simples ato de apostar nos implantes vai elevar sua autoestima e autoconfiança.
Texto originalmente publicado em: https://www.dicasdemulher.com.br/depoimento-adeus-sutia/
Reaprendendo a se amar: a volta da autoestima após o câncer de mama
Quando se fala sobre implantes de silicone, muitas pessoas já pensam em algo totalmente estético, imaginando que a mulher sempre deseje aumentar o tamanho das mamas, ou seja, realizar aquele sonho de “ter peitão”.
É claro que, se a mulher tem esse desejo, não há problema algum. Mas o implante mamário também pode ser usado como uma forma de recuperar a autoestima e voltar a se sentir bem com o próprio corpo após o câncer de mama, por exemplo, principalmente nos casos em que é necessária a retirada de grande parte do tecido mamário.
Aliás, hoje, os médicos se preocupam com muito mais do que apenas a retirada do tumor. O cuidado começa no ato de dar a notícia e se prolonga no interesse em devolver qualidade de vida para as mulheres e permitir que consigam voltar a ter uma visão positiva do próprio corpo e, especialmente dos próprios seios. Nesse sentido, todas as mulheres que passam por retirada total ou parcial da mama após câncer de mama têm direito à reconstrução mamária e isso inclui a opção de colocar a prótese de silicone.
Essa foi a situação vivida por Nathalia Marcélia Gonçalves da Silva, 37 anos, moradora de São Paulo, que conversou com o Dicas de Mulher contando um pouco de sua experiência. Para ela, o silicone não foi apenas um desejo, mas uma necessidade, por mais que ela já cogitasse a possibilidade de aumentar o tamanho dos seios com o implante antes de receber o diagnóstico do câncer.
Nathalia conta que não teve tempo para pensar muito ou se permitir ter dúvidas sobre colocar ou não o silicone. No caso dela, a situação ia muito além do estético. “Nem pensei muito em tudo, estar com câncer de mama lança fora qualquer coisa. O foco é ficar bem”, explica.
Além disso, ela optou pela retirada dos dois seios, por já ter histórico de câncer de mama na família: “eu escolhi fazer as duas mamas, a que estava doente e a que não estava, meio que ter uma prevenção”.
Foram quatro meses conversando sobre o assunto com a mastologista que a atendeu desde o diagnóstico do carcinoma ductal grau III e acompanhou em todo o processo. Em seu caso, Nathalia não precisou escolher um cirurgião, sua médica foi a responsável também pela colocação do implante.
“Não tive medo da colocação das próteses, mas, sim, da cirurgia”, comenta. Nathalia também conta que, antes de colocar silicone, achava ruim ter seios pequenos e cogitava colocar os implantes, mas tinha pavor de hospitais, algo que, depois do câncer, faz parte de sua rotina.
Para Silva, o silicone entrou como uma forma de recuperar sua autoestima e a identificação com seu próprio corpo. Tanto que relata que ficou surpreendida após a cirurgia, ao notar que os seios estavam muito próximos do natural, mesmo com a remoção de todo o tecido mamário. “Meus seios naturais eram bem pequenos e eu até preferi que não alterasse o tamanho. Eu só não queria ficar reta, sem nada”, complementa. Além disso, por ser um câncer ductal, não foi necessário retirar o bico do seio, o que ajuda a manter a naturalidade das mamas.
Um detalhe curioso foi a reação das amigas de Nathalia: “elas achavam que eu iria ficar peituda e vibravam. Era estético, mas, para mim, o tamanho já não era tanto uma questão, tirariam todo o meu tecido mamário de ambas as mamas” – e, nesse sentido, sua busca era por voltar a ter o corpo de antes desse processo.
Durante todo esse processo, sua fonte de apoio mais próxima é seu marido, quem, segundo ela, faz questão de relembrá-la todos os dias que a ama como é e como está. Ainda assim, ela não se sente pronta para expor seu corpo: “só permito que meu marido e minha mãe me vejam nua”.
Mesmo ainda estando no processo de reidentificação com o próprio corpo, Nathalia vê como muito positiva a possibilidade de reconstruir as mamas com implantes de silicone: “agradeço a Deus por ter essa oportunidade. Porque, na época que minha mãe fez a cirurgia para retirada do tumor, não tinha essa possibilidade, por exemplo, de já sair com o implante. Ela ficou cinco anos com uma mama só e na outra ela colocava enchimento no sutiã. Ela teve que lidar com essa falta e só depois de cinco anos conseguiu colocar silicone nas duas mamas”.
Em situações como a de Nathalia, a rede de apoio é muito importante. Para ela, família e amigos a ajudaram a passar pela trajetória desde o diagnóstico do câncer até o pós-operatório e o retorno às atividades. Enquanto esteve em tratamento oncológico, ouviu muitos relatos de pacientes deixadas por seus companheiros por questões estéticas, mas seu marido repetiu desde o começo que continuaria ao seu lado – o que realmente fez.
A família também se aproximou mais. Os pais foram os que estiveram mais próximos, mas seu irmão e sua irmã também passaram a ficar por perto e acompanharam sua luta. Em relação às amigas, Nathalia citou Telma, a primeira para quem ligou assim que soube do tumor. “Ela veio aqui em casa e choramos juntas quando contei do diagnóstico. Fora essa minha amiga Telma, eu também tive o amparo de duas amigas que são enfermeiras, uma delas chegou a me auxiliar no pós-cirúrgico”.
Além disso, Nara, uma amiga que vivia em outro município e acabara de ter um bebê, entrava em contato todos os dias pelo WhatsApp. As amigas do trabalho também foram especiais neste momento, “mantivemos contato por telefone, por WhatsApp, por áudios, nossos podcasts, brincamos até hoje que nossos áudios são intermináveis”.
“Eu tenho uma rede de apoio, não posso dizer que não tenho”, Nathalia fez questão de ressaltar e ainda contou um pouco sobre como a terapia foi fundamental para ela. Uma psicóloga a acompanhou de 2018, quando ocorreu o diagnóstico, até o ano passado, quando passou a se consultar com outra profissional.
Não é fácil lidar com as consequências do câncer de mama, e Nathalia entende que cada paciente oncológico reage de uma forma diferente. Mas estar viva e ter essa possibilidade de colocar a prótese logo após a retirada do tumor são motivos que a fazem agradecer diariamente e inclusive a impulsionam a continuar estudando e focando em sua carreira de professora. E feliz com sua vida e com o corpo onde habita.
Texto originalmente publicado em: https://www.dicasdemulher.com.br/depoimento-silicone-apos-cancer-de-mama/
