Um trepa-trepa e uma reflexão

Reflexões de uma escritora em crise que voltou de viagem

Eu sumi de novo, devo, não nego, pago quando puder! A vida anda tão corrida que às vezes esqueço de dedicar um tempo para um texto aqui nesse espaço, para vocês que gostam de conhecer a Steph além dos livros.

A reflexão da vez bateu forte hoje a tarde, quando fui caminhar um pouco e parei numa praça que fez parte da minha adolescência. Tempos em que eu fugia de tarde para a casa do (vamos chamar aqui, em respeito a pessoa) Iago e íamos passear nessa mesma praça, ou, se ele não estava, eu marcava com a Tânia (também mudamos o nome aqui), nossa amiga da época e ia curtir os balanços, o trepa-trepa e a gangorra, tal qual criança.

Inclusive, como vocês chamam esse brinquedo? Na minha cidade é conhecido como trepa-trepa e, enquanto eu estava ali, descansando e vivendo um momento nostálgico, me veio uma memória da Steh de 5 a 7 anos. Vocês imaginam que eu morria de medo de subir nesse brinquedo, de tentar chegar até o topo?

Enquanto meus amiguinhos nem ligavam se iam cair e se machucar, eu parava no máximo ali na segunda barra, sempre com medo de sair machucada… Hoje olho para esse brinquedo e dou risada, porque ele é mais ou menos da minha altura (os meus meros 1,65 metros) e não parece tão desafiador assim, mas a Steh menina trouxe muitas reflexões para a Steh mulher.

Talvez, assim como a menina que fui, eu continue fugindo de subir nos trepa-trepa da vida. Com medo de chegar no topo ou, pior, com medo de cair no caminho até o topo, de ralar um joelho ou um braço.

E aí fica a reflexão… Assim como a menina perdeu a oportunidade de ver o céu do alto, de um jeito diferente (imagino que hoje subir no trepa-trepa e fazer isso não tenha a mesma graça), será que eu não estou perdendo oportunidades?

Quantas coisas eu estou deixando de tentar, de arriscar, por medo de cair, sendo que… Bom, as crianças já nos ensinam: cair faz parte do processo e nos desafia a tentar de novo.

Aí eu fui embora da praça pensando nisso… Pensando que, talvez, eu deva me permitir escalar os próximos trepa-trepa que a vida apresentar ao longo do meu caminho… (e se você tem esse medo, arrisque-se também!) Um dia a gente olha para trás e vê que o assustador trepa-trepa não era nada… Não era assim tãooo alto!

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