E de repente tudo o que escrevi nos meus livros faz sentido

Uma reflexão sobre o amar e ser amada

Desde que comecei a escrever meu terceiro livro, eu sabia que contava histórias para mim. Queria me mostrar algo que, naquele momento, estava difícil de entender. Até hoje, nas entrevistas, sempre ressalto: enquanto estou escrevendo, o livro é meu, ele quer me ensinar algo, depois ele passa a ser do mundo.

Quem me acompanha desde 2018, com o Diário da garota em crise (atualmente Para Sempre é Tempo Demais, em publicação no Wattpad), me viu trazer diferentes tipos de protagonistas e seus pares românticos. Desde Ana Lastra, sem um pingo de amor-próprio, até a Stela (A Escritora em Crise) boazinha demais e sem entender que perdoar não é deixar alguém retornar para nossas vidas.

No meio disso tudo criei mocinhos que nos deixam com raiva (oi, Brunno Schmidt – de Para Sempre é Tempo Demais) e outros que nos fazem suspirar (que o digam o Leandro – de Amor, destino final – e o Bruno Krafner – de A Escritora em Crise). No meio disso tudo eu nem percebi que me dava (e depois trazia para outras pessoas) uma linda lição sobre amor em diferentes sentidos, desde o amor-próprio até o amor romântico.

A gente não tem que aceitar as migalhas que a Ana recebia, mesmo que, no meu livro, o mocinho se redime no final e tudo era uma questão de imaturidade de ambas as partes. A gente tem, sim, que aceitar um amor como a Luna e a Stela vivem com seus amados.

E olha, eu juro que durante muito tempo acreditei que isso era coisa da minha cabeça. Que não ia acontecer comigo esse amor leve, essa pessoa que te respeita e te trata como a rainha que você é, sem se aproveitar dos seus pontos fracos, ao contrário, te ajudando a crescer e amadurecer – e se proteger.

Não vou entrar em muitos detalhes porque esse post já está pessoal demais. Mas… juro, eu tô achando estranho e… bom, depois de tantos anos caiu aquela ficha “a gente aceita o amor que acredita que merece”… E nos meus relacionamentos anteriores eu era exatamente a Ana Lastra, aceitando o mínimo e, pior do que ela, aceitando insistir em alguém que não gostava de mim, mas sim do fato que eu gostava (e morria) por ele e isso engrandecia o seu ego.

Ainda bem que tive essa ajudinha, da terapia e das minhas personagens… Que ao contar suas histórias mostraram uma coisa para mim: você merece muito mais do que você aceitou no passado. E acima de tudo: você precisa se perdoar por essas escolhas que tomou quando mais nova…

Como eu escrevi em alguns dos meus livros: a gente toma as melhores decisões de acordo com a maturidade (física, mental e emocional) que temos na época.

Finalizo esse texto dizendo: o amor existe. Aquele amor sincero, aquele que lembra um livro. E mais, amor é calmaria, é frio na barriga de um jeito gostoso. Se te deixa insegura, ansiosa e se questionando coisas sobre si, o melhor é correr!

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