
Dia 06/04 é o Dia Internacional da Visibilidade Assexual ou Dia Internacional da Assexualidade. Eu, como uma autora demissexual que já escreveu sobre o assunto, não poderia deixar de fazer um post para falar sobre o tema e indicar livros meus (e de colegas escritores).
Admito que relendo meus livros com calma, percebi que minhas personagens sempre se encaixaram no espectro da assexualidade, principalmente na demissexualidade. Na época eu não conhecia essa orientação social e apenas me sentia um alien quando ouvia relatos de amigas.
Em 2020, me assumi como demissexual e juro que tirei um peso das costas. Foi como finalmente me entender e poder afirmar: eu sou normal. No mesmo ano eu senti necessidade de trazer isso nas personagens e ajudar outras pessoas a se encontrarem, de repente, por meio da literatura.

Na época, estava envolvida com os textos de Amor, destino final. Queria falar sobre o assunto, mas ainda não tinha muita segurança. Ainda assim, Luna, em seu reencontro com Leandro lá em Vancouver, afirma que é demissexual e fala brevemente sobre sua sexualidade.

No ano seguinte eu me sentia mais segura em relação ao tema e quis ajudar outras pessoas a se entenderem e se descobrirem. Assim, surgiu a AC, uma protagonista que se descobre demissexual na vida adulta. Ainda assim, o livro pincela em uma conversa dela com a mãe sobre outros espectros da assexualidade.

Em 2022 eu começava os textos de “A escritora em crise”, livro que terminei ano passado e lanço agora em maio de 2024. Stela, diferente das outras protagonistas, não só é assumida em relação a ser demissexual como fala abertamente sobre o assunto, desmistificando algumas coisas normalmente associadas a assexualidade, como não gostar ou não fazer sexo.
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