
Sucesso, uma palavra bastante discutida, ainda mais com o boom de cursos de “como se tornar um sucesso”. Vivemos uma época em que todo mundo quer colocar em uma única caixinha o que é ser bem-sucedido, mas será isso uma verdade?
Vou trazer um exemplo simples. Uma pessoa dona de um pequeno comércio versus o dono de uma grande empresa. Será que ambas não encontraram o sucesso? A resposta, sem dúvida, é sim! Para o pequeno comércio, ter seus clientes fiéis e o estoque girando já está ótimo, já para a grande empresa, a aparição na mídia, um rol enorme de produtos e os influenciadores falando sobre a marca é o auge do sucesso.
Agora vamos em um raciocínio simples. Já imaginou se o pequeno comércio resolver se comparar o tempo todo com a grande empresa? Ele nunca estaria satisfeito com seus resultados e poderia até desistir, acreditando ser um fracasso.
Depois dessa volta toda, retorno para a questão literária. O que é sucesso para um autor? Será que a única opção é ser contratado de uma grande editora, ser um best-seller?
Em um passado não tão distante eu pensava isso. Queria me encaixar a todo custo nessa caixinha até entender que o meu conceito de sucesso é diferente. Analisando com calma, atualmente meu objetivo não é ser um best-seller, mas ser lida por quem se identifique comigo e com o conteúdo que entrego.
Assim, parei de me preocupar com número de Instagram e até com ranking de Amazon. Hoje minha estratégia é toda focada no offline, nos adolescentes, em entrar nas escolas e conquistar esse público que, em muitos casos, pensa que os únicos escritores nacionais que existem são aqueles que eles estudam.
Para muitas pessoas eu posso ser um nada, um zero a esquerda. Porque o conceito de sucesso delas é diferente do meu. Agora, eu acredito que estou no caminho certo, com as feiras presenciais — principalmente as pequenas, fora do eixo Bienal Rio e SP — e com os projetos sociais nas escolas. Até a ida ao Altas Horas (a foto que ilustra esse post), mesmo que na plateia, vejo como um conceito de sucesso.
Dito tudo isso, para finalizar, eu gostaria de deixar as perguntas: O que é sucesso para você? E mais, será que temos direito de julgar os outros dentro na nossa régua do sucesso? Será que a grama do vizinho é realmente mais verde ou o seu foco está no lugar errado? Fica a reflexão!
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